Comecei a catar as flores do céu de cor laranja, até que em dia, elas sumiram. Tentei entenderqual seria o principal motivo de tal desaparecimento e cheguei a conclusão, que até as flores, entristecem.
Rapidamente, comecei a cantar para os lírios e eles mudaram de cor e entendi que mudanças de canções, fatos e sonhos, submetem-nos a mudanças de rumos. Preferi, então, ficar em silêncio.
Comecei a caminhar, caminhei a noite inteira, relembrei de fatos e rumos que me levaram a ser o que sou hoje, e que somos, constantes mudanças.
Com o tempo aprendemos mil coisas, descobrimos mil razões pra ser e se tornar.
Um dia me perguntaram o que significavam as minhas metáforas, e respondi, que apenas gosto.
E hoje já tenho medo de um montão de coisas.
E perguntei:
_ Faço o quê?
Respondeu:
_ Ahh..és um peixe, és filha de Yemanjá, que dança, sonha, sorri. E tu, tem o sorriso mais lindo.
Novamente, questionei?
_ Mas, posso dar um abraço?
Respondeu-me:
_ Dança um samba, canta um reggae, tem magia que recria.
Acreditei.
O engraçado é que me viu sorrir.
Me apaixonei pela Bossa, cheia de miúdos, de sons e versos, construídos com sonhos, amores e ilusões. Loucamente me apropriei das flautas, das viagens, do baseado, do som da voz do SAX.
E quando vi, só me restavam as raízes.